Criado em 2000, o Laboratório de Endocrinologia Molecular do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (UFRJ) realiza pesquisas experimentais para o estudo da tireoide, envolvendo diversos aspectos desde a secreção de TSH a impactos nutricionais no mecanismo da glândula. ![]()
O câncer da tireoide e a disfunção tireoidiana subclínica são alguns dos principais assuntos estudados pela equipe de pesquisa do Serviço de Endocrinologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ ![]()
Especialistas do Departamento de Tireoide respondem às perguntas dos internautas relaciondas à glândula tireoide. Os assuntos incluem hipertireoidismo, hipotireoidismo, alimentação e cistos. ![]()
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02/05/2009
O Que Dizem os Consensos
Flavia Garcia, Gramado, RS
A Dra. Gisah Amaral de Carvalho (foto) fez um panorama das diretrizes para o tratamento dos nódulos tireoidianos, desenvolvidas por grandes sociedades como: Associação Americana de Tireoide (ATA), Associação Européia de Tireóide (ETA) e Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).
De acordo com estes três grupos, o diagnóstico dos nódulos de tireoide deve ser realizado a partir da história clínica e de exame físico. A realização da ultrasson e a dosagem de TSH são os exames complementares indicados. A Associação Européia recomenda, ainda, a dosagem da calcitomina. Os níveis de TSH são os indicativos centrais do tratamento, tendo em vista que o seu aumento está diretamente relacionado à malignidade dos nódulos. A Dra. Gisah lembrou que de acordo com o consenso brasileiro, todos os nódulos devem ser tratados com a punção guiada pela ecografia
A respeito dos procedimentos realizados no SEMPR, serviço de endocrinologia do qual ela faz parte, a Dra. Gisah informou que, semanalmente, atende de 160 a 200 pacientes com diagnóstico de nódulo. E, lá, é costume puncionar o paciente, já na primeira consulta, para evitar a re-consulta, com atraso no início do tratamento.
Como são desenvolvidas as recomendações
Caso as evidências tenham sido obtidas através de estudos adequados, indicando que a referida conduta ou intervenção pode melhorar o prognóstico, elas são altamente recomendadas. Porém, as evidências também podem ocorrer de forma indireta, com base em estudos com um número reduzido de pacientes, ou generalizados pela prática rotineira. Em relação às condutas baseadas na experiência pessoal de um membro do comitê, não há consenso.
A especialista informou que não há recomendação de condutas nos casos de possíveis efeitos negativos indiretos ou com estudos com número de pacientes bem reduzidos. Além disso, evidências bem documentadas de que a conduta não interfere ou mesmo pode prejudicar o tratamento e sugestões com ausência de evidências suficientes, não servem como parâmetros para o manejo dos profissionais.
"Diferenças significativas na prática médica estão sempre presentes, devido aos resultados de estudos em diferentes regiões. Isso porque algumas recomendações são baseadas em opiniões de um só grupo de pesquisa. É necessário que se crie uma força tarefa das maiores autoridades (sociedades) para definir um documento comum com as práticas clínicas e recomendações para as doenças da tireoide", informou a Dra. Gisah ao introduzir a apresentação de um simpósio interativo, realizado em 2007, durante o 32nd Annual Meeting of the ETA.
A endocrinologista apresentou as questões e respostas (com devidas porcentagens) da atividade interativa e, em seguida, justificou com as recomendações escritas nos consensos.
Alguns Tópicos do Consenso Brasileiro
Observações:
Não existem recomendações do Consenso Brasileiro sobre a PAAF (punção aspirativa de agulha fina) não guiada. Aparentemente, é consenso que a PAAF deve ser sempre guiada por ultrassonografia.
Conclusão:
Os guidelines devem ser considerados, porém não devem ser utilizados como uma fórmula rígida para a prática clínica. Os cuidados com as disfunções tireoidianas devem ser individualizados e para cada paciente é preciso levar em consideração as prioridades dos mesmos, as preferências pessoais dos médicos, as possibilidades e descobertas científicas regionais.
O LATS 2009 reuniu os principais especialistas em tireoide, de 30 de abril a 3 de maio, no Hotel Serrano, em Gramado, Rio Grande do Sul (Brasil). O evento foi presidido pela Dra. Ana Luiza Maia.
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janete, 25/09/2009 01:09h
Ótimo site! Grata!