Criado em 2000, o Laboratório de Endocrinologia Molecular do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (UFRJ) realiza pesquisas experimentais para o estudo da tireoide, envolvendo diversos aspectos desde a secreção de TSH a impactos nutricionais no mecanismo da glândula. ![]()
O câncer da tireoide e a disfunção tireoidiana subclínica são alguns dos principais assuntos estudados pela equipe de pesquisa do Serviço de Endocrinologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ ![]()
Especialistas do Departamento de Tireoide respondem às perguntas dos internautas relaciondas à glândula tireoide. Os assuntos incluem hipertireoidismo, hipotireoidismo, alimentação e cistos. ![]()
O Departamento de Tireoide realiza campanha de recadastramento para atualizar os dados dos associados. Recadastre-se aqui mesmo no site. O Departamento está ligado à Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. ![]()
Flavia Garcia, Gramado, RS
O Dr. Hugo Niepomniszcze (Buenos Aires) abordou a relação das doenças de tireoide com os pacientes com síndrome de resistência à insulina (RI). Ele afirmou que "pacientes com RI possuem a tireóide em maior volume do que os sem RI, independente de serem obesos ou não". E, a prevalência de nódulos da tireóide nestes pacientes é de 50 a 60%, também independente de obesidade.
Segundo ele, os nódulos pequenos respondem a qualquer opção de tratamento. E, para comprovar esta afirmação, o especialista apresentou alguns estudos conhecidos na literatura, incluindo uma pesquisa própria, que recebeu o LATS Prize anteriormente, na qual ele avaliava o tratamento destes pacientes incluindo a utilização da metformina, junto com a suplementação de hormônios da tireoide. Segundo ele, esta associação parece ser a melhor opção terapêutica para pessoas com doenças da tireoide e resistência insulínica. Ele lembrou, ainda, que pacientes com RI apresentam menores índices de metástase na tireóide.
A alta prevalência da resistência à insulina pode ser um importante fator de risco para o desenvolvimento do carcinoma papilar de tireóide. Desta forma, a resposta dos pacientes com nódulos tireoidianos ao tratamento com T4 depende da presença da IR. O especialista sugere que as doses de T4 devem ser ajustadas aos pacientes de forma que mantenham os níveis de TSH entre 0.1 e 0.9mU/ml.
O tratamento dos nódulos tireoidianos em pacientes com resistência à insulina pode prevenir crescimento do nódulo. Desta forma, a orientação do Dr. Hugo é de que o T4 seja utilizado nestes pacientes com menores nódulos tiroeidianos, mesmo naqueles sem IR.
O LATS 2009 reuniu os principais especialistas em tireoide, de 30 de abril a 3 de maio, no Hotel Serrano, em Gramado, Rio Grande do Sul (Brasil). O evento foi presidido pela Dra. Ana Luiza Maia.
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